Efeitos da suplementação de creatina sobre o tecido muscular de idosos: revisão sistemática de literatura

  • Giovanna Cavalcanti Banov
  • Maria Carolina Delforno
  • Isabella Freitas da Silva
  • Amilton Iatecolas
  • Gilmar Cardozo de Jesus
  • Marcel Fernando Inácio Cardozo
  • Gisele Massarani Alexandre de Carvalho
  • Marcelo Rodrigues da Cunha
  • Victor Augusto Ramos Fernandes
Palavras-chave: suplementação, creatina, envelhecimento, idosos

Resumo

O Brasil passa por um envelhecimento populacional que implica no surgimento de exigências desse público em relação à adoção de diferentes estratégias de promoção de saúde, dentre elas, a suplementação alimentar. Para tanto, há demanda à comunidade científica avaliar os resultados da suplementação da creatina em idosos com a mesma precisão e diversidade de análises que já se é pesquisada em jovens. Dessa maneira, essa revisão sistemática busca reunir artigos e meta-análises que expõem os potenciais efeitos dessa suplementação no tecido muscular de indivíduos com idade avançada, além de verificar quais são seus métodos analíticos. Nela, também será traçado um paralelo entre efeitos da suplementação de creatina que já foram constatados em jovens, porém carecem de avaliação em idosos. Em busca elaborada na base de dados do PubMed, BIREME e Google Scholar foram selecionados artigos que abordassem possíveis consequências dessa suplementação em idosos sob diversos cenários: associando-a a complexos vitamínicos, comparando sua farmacocinética e aumento de fosfocreatina muscular em relação a indivíduos jovens, em conjunto com exercício resistido, relacionando-a à condição de sarcopenia - podendo ou não ser aliado à atividade resistida - em situação de imobilização e em outros estudos comparativos à população mais juvenil. Após a verificação dos artigos selecionados, observa-se que a falta de padronização experimental, bem como de métodos analíticos diretos, não permite elencar precisamente os efeitos da suplementação de creatina no tecido muscular de indivíduos idosos, carecendo de estudos mais específicos e rigorosos. Para tanto, o uso de técnicas morfológicas e estereológicas passa a ser necessário, haja vista a possibilidade de uma investigação detalhada da morfologia tecidual.

Biografia do Autor

Giovanna Cavalcanti Banov

Faculdade de Medicina de Jundiaí, rua Francisco Teles, 250, Jundiaí, São Paulo, Brasil.

Maria Carolina Delforno

Faculdade de Medicina de Jundiaí, rua Francisco Teles, 250, Jundiaí, São Paulo, Brasil.

Isabella Freitas da Silva

Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio, Rua do Patrocínio, 716, Itu, São Paulo, Brasil

Amilton Iatecolas

Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio, Rua do Patrocínio, 716, Itu, São Paulo, Brasil

Gilmar Cardozo de Jesus

Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio, Rua do Patrocínio, 716, Itu, São Paulo, Brasil

Marcel Fernando Inácio Cardozo

Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio, Rua do Patrocínio, 716, Itu, São Paulo, Brasil

Gisele Massarani Alexandre de Carvalho

Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio, Rua do Patrocínio, 716, Itu, São Paulo, Brasil

Marcelo Rodrigues da Cunha

Faculdade de Medicina de Jundiaí, rua Francisco Teles, 250, Jundiaí, São Paulo, Brasil.

Victor Augusto Ramos Fernandes

Faculdade de Medicina de Jundiaí, rua Francisco Teles, 250, Jundiaí, São Paulo, Brasil.

E-mail: victorramosfernandes@gmail.com

Seção
Artigos