AVALIAÇÃO MICROBIOLÓGICA DE ESPONJA DE USO DOMÉSTICO
Resumo
A contaminação de alimentos via utensílios de cozinha e superfícies é uma causa relevante no aumento do número de DTHA (Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar) no Brasil. Esponjas são utensílios amplamente utilizados em cozinhas para realizar a limpeza de objetos e superfícies, porém, devido ao seu material absorvente, acumulam umidade e podem se tornar um local propício para a proliferação de micro-organismos, como as bactérias Escherichia coli, Salmonella spp. e Staphylococcus aureus. Estes gêneros bacterianos podem causar doenças no trato gastrointestinal e desencadear quadros diarreicos graves em humanos. Buscando solucionar este problema, encontram-se no mercado esponjas confeccionadas com silicone que possuem superfície não absorvente, o que tornaria o microambiente da esponja com menor probabilidade para a proliferação de micro-organismos. O presente estudo teve como objetivo a avaliação microbiológica de esponjas após uso doméstico. Para isso, 2 tipos de esponjas (n=6) foram utilizados por 5 dias numa rotina residencial de forma alternada: uma confeccionada com poliuretano e outra com silicone. Após o uso, as esponjas foram acondicionadas em saco plástico estéril e transportadas ao laboratório. Ao saco plástico foi adicionado 100 mL de solução peptonada e, após processo de lavagem com a solução, o volume de 0,1 mL resultante deste processo foi transferido para placas de Petri com meios de cultivo seletivos para bactérias. Após a inoculação, as placas foram incubadas por 24 horas a 36,5°C. Houve crescimento bacteriano dos gêneros Escherichia, Proteus, Shigella e Staphylococcus nos 2 tipos de esponjas. Embora com material menos absorvente, as esponjas de silicone permitiram o crescimento de bactérias, porém em menor concentração do que o observado nas esponjas de poliuretano.