A relação entre o pico de fluxo expiratório e complicações respiratórias em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca para revascularização do miocárdio

Autores

  • Dayene Nara Silva Esparrinha
  • Regiane Donizeti Sperandio
  • Everson de Cássio Robello
  • Renata Pletsch Assunção
  • Andrea Peterson Zomignani
  • Marcelo Rodrigues da Cunha
  • Mayra Priscila Boscolo Alavarez
  • Daniel Gimenez da Rocha

Palavras-chave:

Pico de Fluxo Expiratório; Revascularização Miocárdica; Período Pós-Operatório; Especialidade de Fisioterapia.

Resumo

Introdução: O fisioterapeuta exerce papel fundamental nas cirurgias cardíacas, na revascularização miocárdica, procedimento comum, associado a complicações pulmonares que podem influenciar a recuperação dos pacientes. O estudo investigou se a redução do pico de fluxo expiratório após a cirurgia está relacionada a complicações respiratórias, buscando aprimorar a compreensão dessa relação e a assistência fisioterapêutica no período perioperatório. O pico de fluxo expiratório foi utilizado como marcador funcional da capacidade respiratória e mensurado pelo Peak Flow, identificando alterações após o procedimento cirúrgico. Objetivo: Examinar a variação do pico de fluxo expiratório no pré e pós-operatório de pacientes submetidos à revascularização do miocárdio e sua associação com complicações respiratórias. Métodos: Estudo prospectivo observacional realizado em uma unidade de terapia intensiva coronariana (UCO), envolvendo pacientes adultos submetidos à revascularização do miocárdio. O pico de fluxo expiratório foi aferido antes e após o procedimento, enquanto complicações respiratórias foram documentadas e analisadas no pós-operatório. Resultados: O pico de fluxo expiratório médio caiu de 256 L/min (DP 96) no pré para 127 L/min (DP 45) no pós-operatório, redução de cerca de 50%. O tempo médio de ventilação mecânica foi 286 minutos (DP 186). A amostra apresentou alta prevalência de hipertensão (81%), diabetes (53%), tabagismo (59%) e dislipidemia (31%). O tempo médio de circulação extracorpórea foi 91 minutos (DP 27) e o tempo cirúrgico médio foi 222 minutos (DP 46). Conclusão: A redução significativa do pico de fluxo expiratório após a cirurgia reforça a importância da avaliação respiratória pré-operatória. Embora não haja associação com complicações, o pico de fluxo expiratório é ferramenta acessível para triagem e pode orientar intervenções fisioterapêuticas precoces e individualizadas.

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Publicado

2026-10-06