Contribuição ao estudo topográfico do nervo mediano e sua importância para o conhecimento da síndrome no túnel do carpo

Autores

  • Flávio Henrique Garcia
  • Erivelto Luis Chacon
  • Anderson Ricardo Malmonge Barbosa Luciano
  • Marcelo César Zanesco
  • Cristiano da Rosa
  • Victor Augusto Ramos Fernandes
  • Vinicius Barroso Hirota
  • Vinícius Rodrigues Silva
  • Daniel Gimenez da Rocha
  • Ana Laura Martins de Andrade
  • Tainá Sgarbosa Garcia
  • Marcelo Rodrigues da Cunha

Palavras-chave:

Contribuição ao estudo topográfico do nervo mediano e sua importância para o conhecimento da síndrome no túnel do carpo

Resumo

O nervo mediano é um dos principais ramos periféricos do plexo braquial e, devido à sua topografia anatômica, torna-o vulnerável a algumas síndromes neurocompressivas como a do túnel do carpo (STC) que provoca dor e incapacidade funcional do punho e da mão dos pacientes. Assim, o objetivo desta pesquisa foi estudar a relação topográfica do nervo mediano na sua passagem no túnel do carpo em cadáver. Para isto, utilizou-se um cadáver formolizado e pertencente ao laboratório de anatomia do UniAnchieta.  A região anterior do punho foi dissecada com material cirúrgico apropriado de modo a reconhecer a topografia do nervo mediano pelo túnel do carpo. Nos resultados, observou-se uma assimetria na espessura do nervo, registrando-se 4,0 mm no punho direito e 3,0 mm no esquerdo. No lado direito, o nervo posicionou-se a 22,0 mm do rádio e 20,0 mm da ulna, enquanto no esquerdo as distâncias foram de 18,0 mm e 21,0 mm, respectivamente. Topograficamente, o nervo mediano situou-se superficialmente ao músculo flexor superficial dos dedos e profundamente ao retináculo dos flexores na região do punho. Não foram encontradas variações na morfologia do nervo mediano na sua passagem pelo túnel do carpo. Dinamicamente, a flexão do punho promoveu o deslocamento anterior do nervo e sua compressão contra o retináculo. Desta maneira, conclui-se que a localização centralizada e o comportamento dinâmico do nervo mediano confirmam sua alta vulnerabilidade mecânica que possa acontecer durante os movimentos repetitivos de flexão da mão e dos dedos. Os dados obtidos ratificam a importância do conhecimento anatômico profundo para o diagnóstico diferencial e para a aplicação eficaz de técnicas fisioterapêuticas, como a mobilização neural, no tratamento da STC.

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Publicado

2026-10-06