SAÚDE MENTAL E REDES SOCIAIS:
Limites, cuidados e prevenção
Abstract
O presente artigo discute os impactos das redes sociais e das tecnologias digitais na saúde mental, enfatizando limites, cuidados e estratégias de prevenção. A partir de reflexões filosóficas e psicológicas, analisa-se como a lógica da eficiência, da exposição constante e da comparação social intensifica sentimentos de insuficiência, ansiedade e isolamento. Conceitos como Fomo (fear of missing out), sociedade do cansaço e modernidade líquida fundamentam a compreensão de fenômenos contemporâneos, como a dependência tecnológica, a fragilidade dos vínculos afetivos e a terceirização das capacidades cognitivas por meio da inteligência artificial. Argumenta-se que o uso indiscriminado das tecnologias pode reduzir a autonomia, a criatividade e a autoestima, ao transformar o sujeito em dado e produto dentro da lógica capitalista. Por outro lado, reconhecem-se as potencialidades das redes sociais para inovação, divulgação e desenvolvimento profissional, desde que pautadas por ética e criticidade. Como estratégias de cuidado e prevenção, destacam-se pausas intencionais, redução de notificações, construção de rotinas off-line, fortalecimento da autonomia intelectual e valorização do silêncio como espaço de humanidade e presença. Conclui-se que a promoção da saúde mental no contexto digital exige equilíbrio, autoconhecimento e responsabilidade individual e coletiva no uso das tecnologias.