Efeitos da voz cantada em Prematuros

  • Assistentes conselho editorial
  • Jéssica Covichio Centro universitário unianchieta
  • Kauã Tosim Centro universitário unianchieta
  • Laura Bordim Centro universitário unianchieta
  • Daniel Bartholomeu Centro universitário unianchieta
  • Saulo Duarte Hospital Universitário
  • Mauricio Feliciano Hospital Universitário
Palavras-chave: Musicoterapia; Canto Materno; Prematuro; UTI Neonatal; Frequência Cardíaca; Saturação de Oxigênio; Regulação Fisiológica.

Resumo

Este estudo avaliou os efeitos fisiológicos imediatos do canto materno, como intervenção musical terapêutica, na frequência cardíaca (FC) e saturação de oxigênio (SatO2) de recém-nascidos prematuros (RNPT) em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neonatal). Um estudo piloto quase-experimental foi conduzido com 20 RNPT s expostos à estimulação sonora pelo canto de suas mães. Os parâmetros fisiológicos foram monitorados durante e após as sessões. Os resultados revelaram uma redução estatisticamente significativa da FC intra-sessão em todas as intervenções (p < 0,01), e uma melhora na SatO2, com significância em uma das intervenções (p = 0,03). Contudo, não foram observados efeitos longitudinais significativos na FC e SatO2 (p > 0,05). Conclui-se que a musicoterapia com canto materno é uma ferramenta eficaz para a estabilização fisiológica imediata de prematuros, ressaltando seu potencial na humanização do cuidado neonatal. No entanto, estudos futuros com protocolos de intervenção mais contínuos e prolongados são necessários para investigar seus efeitos a longo prazo.

Publicado
2026-07-12